Transplantes de Córnea


Avaliação especializada em doenças da córnea e transplante de córnea no Porto pelo Dr. Miguel Mesquita Neves: DMEK, DSAEK, DALK e transplante penetrante.


Atualmente, já não é necessário substituir toda a córnea em todos os casos


O transplante de córnea é uma cirurgia destinada a recuperar a transparência, a forma ou a integridade da córnea quando outros tratamentos já não são suficientes.

A evolução das técnicas cirúrgicas permite atualmente substituir apenas as camadas da córnea que estão doentes, preservando o tecido saudável sempre que possível.

A escolha entre um transplante total ou lamelar depende da doença, das camadas afetadas, do potencial visual e das características de cada olho.

Se lhe foi proposto um transplante de córnea ou se pretende uma segunda opinião, uma avaliação especializada permite confirmar o diagnóstico e definir a técnica mais adequada.

Marque uma consulta de avaliação de córnea aqui.

O que é a córnea?

A córnea é a estrutura transparente localizada na parte anterior do olho. Tem uma função essencial na focalização da luz e na formação de uma imagem nítida.

Quando perde transparência, fica deformada ou apresenta alterações nas suas diferentes camadas, a visão pode diminuir significativamente.

Em alguns casos, a utilização de óculos, lentes de contacto ou tratamentos menos invasivos é suficiente. Noutros, poderá ser necessário realizar um transplante de córnea.

Quando pode ser necessário um transplante?

As principais indicações incluem:

  • Distrofia de Fuchs;

  • Queratocone avançado;

  • Cicatrizes e opacidades da córnea;

  • Edema ou descompensação da córnea;

  • Falência da córnea depois de outras cirurgias oculares;

  • Infeções graves da córnea;

  • Traumatismos oculares;

  • Distrofias corneanas;

  • Falência ou rejeição de um transplante anterior;

  • Perfuração ou perda de integridade da córnea.

A existência de uma destas doenças não significa necessariamente que seja preciso realizar um transplante. A decisão depende da gravidade, da visão, dos sintomas e das alternativas disponíveis.

Que tipos de transplante de córnea existem?

A córnea é constituída por várias camadas. Atualmente, procura-se substituir apenas a parte que está doente.

Transplante penetrante

No transplante penetrante, é substituída toda a espessura da córnea.

Pode estar indicado quando a doença afeta várias camadas ou quando existe uma cicatriz profunda, deformação avançada ou perda importante da integridade corneana.

DALK — transplante lamelar anterior profundo

Na DALK são substituídas as camadas anteriores da córnea, preservando o endotélio do próprio doente.

Pode ser utilizada em casos de queratocone avançado, cicatrizes e outras doenças em que o endotélio permanece saudável.

A preservação do endotélio reduz o risco de rejeição endotelial.

DMEK — transplante endotelial

Na DMEK são transplantadas apenas as camadas posteriores mais finas da córnea: a membrana de Descemet e o endotélio.

É frequentemente utilizada no tratamento da distrofia de Fuchs e de outras formas de falência endotelial.

Por substituir apenas a camada afetada, pode proporcionar uma recuperação visual mais rápida e melhor qualidade de visão em casos adequadamente selecionados.

DSAEK

Na DSAEK é transplantada a camada endotelial juntamente com uma pequena porção de tecido corneano.

Pode ser considerada em determinados casos de doença endotelial, dependendo das características do olho e de cirurgias anteriores.

Qual é a técnica mais adequada?

Não existe uma técnica indicada para todos os doentes.

A escolha depende de:

  • Doença que afeta a córnea;

  • Camadas envolvidas;

  • Grau de perda visual;

  • Estado do endotélio;

  • Existência de cicatrizes;

  • Presença simultânea de catarata;

  • Glaucoma ou doenças da retina;

  • Cirurgias oculares anteriores;

  • Idade e necessidades visuais;

  • Potencial de recuperação do olho.

O objetivo é preservar o máximo de tecido saudável e selecionar o procedimento que proporcione o melhor equilíbrio entre recuperação visual, segurança e durabilidade.

Avaliação antes do transplante

A consulta pode incluir:

  • Avaliação completa da visão;

  • Biomicroscopia;

  • Tomografia e topografia da córnea;

  • Paquimetria;

  • Microscopia especular;

  • OCT do segmento anterior;

  • Avaliação da retina e do nervo ótico;

  • Medição da pressão ocular;

  • Revisão de cirurgias e tratamentos anteriores.

Em determinados casos, pode concluir-se que existe uma alternativa ao transplante ou que a cirurgia deve ser adiada até controlar outra doença ocular.

Experiência diferenciada em cirurgia da córnea

O Dr. Miguel Mesquita Neves é médico oftalmologista e cirurgião ocular, dedicado às doenças e à cirurgia da córnea.

Realizou já mais de 500 transplantes de córnea, incluindo transplantes penetrantes e técnicas lamelares anteriores e posteriores.

É Assistente Hospitalar Graduado no Serviço de Oftalmologia do Hospital de Santo António, onde integra a área de Córnea e a Unidade de Transplantação de Córnea.

É também Coordenador do Grupo Português de Superfície Ocular, Córnea e Contactologia da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia e membro da European Society of Cornea and Ocular Surface Disease Specialists — EuCornea.

A atividade clínica inclui:

  • Transplante penetrante;

  • DALK;

  • DMEK;

  • DSAEK;

  • Cirurgia do queratocone;

  • Crosslinking;

  • Anéis intracorneanos;

  • Tratamento de cicatrizes e opacidades;

  • Distrofia de Fuchs;

  • Infeções e urgências da córnea;

  • Reconstrução da superfície ocular;

  • Segunda opinião em casos complexos.

Recuperação depois de um transplante

A recuperação depende do tipo de transplante e da doença tratada.

Nos transplantes endoteliais, como a DMEK, a recuperação visual pode ser relativamente rápida. Nos transplantes anteriores ou penetrantes, a recuperação é geralmente mais prolongada e pode decorrer ao longo de vários meses.

Durante o período pós-operatório é importante:

  • Aplicar corretamente os colírios;

  • Comparecer às consultas de acompanhamento;

  • Não esfregar nem pressionar o olho;

  • Evitar traumatismos;

  • Cumprir as limitações recomendadas;

  • Contactar o médico se surgirem sinais de alarme.

O seguimento prolongado é essencial para avaliar a cicatrização, controlar a pressão ocular e identificar precocemente uma possível rejeição.

Sinais de alarme depois de um transplante

Deve procurar observação rapidamente se apresentar:

  • Diminuição súbita ou progressiva da visão;

  • Vermelhidão;

  • Dor ocular;

  • Maior sensibilidade à luz;

  • Visão novamente turva;

  • Secreções ou inflamação.

Uma rejeição ou outra complicação pode ser tratada com maior eficácia quando é identificada precocemente.

Perguntas frequentes

Um transplante de córnea pode ser rejeitado?

Sim. O risco varia conforme a técnica, a doença e as características do olho. O cumprimento do tratamento e o acompanhamento regular ajudam a reduzir e identificar precocemente este risco.

Quanto tempo demora a recuperação?

Depende do tipo de transplante. Pode variar entre algumas semanas, nos transplantes endoteliais, e vários meses nos transplantes anteriores ou penetrantes.

O transplante permite recuperar totalmente a visão?

Pode melhorar significativamente a visão, mas o resultado depende também da retina, do nervo ótico, do glaucoma e de outras doenças oculares.

É sempre necessário utilizar uma córnea completa?

Não. Em muitos casos são transplantadas apenas as camadas afetadas, preservando a restante córnea do doente.

É possível fazer simultaneamente cirurgia de catarata?

Em determinados casos, sim. Noutros, é preferível realizar os procedimentos separadamente. A decisão é individualizada.

Um transplante pode perder transparência com o tempo?

Sim. A sobrevivência do transplante varia e pode ser influenciada por rejeição, glaucoma, inflamação, infeção ou outras cirurgias.

Posso pedir uma segunda opinião?

Sim. Uma segunda opinião pode ser útil para confirmar a indicação, discutir alternativas e compreender qual é a técnica mais adequada.

Foi-lhe proposto um transplante de córnea?

Antes de avançar, é importante compreender:

  • Qual é a doença;

  • Que camada da córnea está afetada;

  • Se existem alternativas;

  • Que tipo de transplante está indicado;

  • Qual é o potencial de recuperação visual;

  • Quais são os riscos e o tempo de recuperação.

Marque uma avaliação

O Dr. Miguel Mesquita Neves realiza consultas no:

  • Instituto CUF Porto;

  • CliniVis Boavista;

  • Hospital da Misericórdia de Vila do Conde;

  • Clínica de Oftalmologia Dr. Miguel Mesquita Neves, em Joane–Famalicão.

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Transplantes de córnea no Porto Canal

O Dr. Miguel Mesquita Neves participou no programa Consultório, do Porto Canal, para explicar as indicações, técnicas e evolução dos transplantes de córnea.

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Miguel Mesquita Neves integrou projeto pioneiro em Portugal com a criação do Primeiro Banco de Córneas de Cultura no Hospital de Santo António no Porto

No dia 12/06/2024, a Equipa de Oftalmologia do Hospital de Santo António no Porto realizou o primeiro transplante de córnea, utilizando uma córnea proveniente do primeiro banco de córneas de cultura de Portugal. Este novo banco de córneas permitirá aumentar o número e a qualidade das córneas disponíveis para a realização de cirurgias de transplante de córnea, permitindo assim melhorar a resposta dada aos muitos doentes que necessitam desta cirurgia para melhorarem a sua visão. 


O Dr. Miguel Mesquita Neves foi o convidado do programa Consultório do Porto Canal do passado dia 17 de julho de 2024. Em representação da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, o Dr. Miguel Mesquita Neves abordou este importante tratamento que permite devolver a visão a muitos doentes com determinadas patologias de córnea. Assista ao vídeo na íntegra aqui.